fire and blood
sempre me perguntei que tipo de chama eu seria quando me mostrasse, quando não fosse mais capaz de segurar as supernovas internas que me desafiavam.
esse fogo correndo nas minha veias, tão controlado em alguns dias e tão rebelde em outros, me impulsiona a ser mais que sou agora e já sou tanta coisa.
quente como mil sóis, potente, sem limite algum além dos que tento colocar. dentro das minhas construções as chamas iluminam as paredes altas, se espalham pelas minhas ruínas, criam sombras belas e outras nem tanto assim. dançam mudando de forma antes mesmo que eu compreenda.
me queimei por alguns, queimei outros, jamais apaguei minhas luzes. meus desejos não combatem os medos, e sim entrelaçam em suas curvas sinuosas, criando algo que mescla o que eu quero e o que tenho medo de querer.
quero, temo, estimo.
não há violência nas escuridões, somente mistério.
não há temor em expandir, mas, sim, desejo.
não quero viver entre destruir e ser destruída, entre queimar campos e ser apagada.
negar crescer para além dos muros é algo que me recuso propor desde que percebi que não há nada que segure o que corre em minhas veias:
fogo e sangue.











